Um mes atras talvez, queria fazer em vez de um relatorio da minha viagem, uma entrevista comigo mesmo. Nao lembro bem o motivo, mesmo assim achei a ideia legal. Resolvi que usaria a ideia da entrevista como um relatorio para a AIESEC. Sendo assim, pedi ajuda a alguns dos membros la de Curitiba, e eles me enviaram algumas perguntas, que eu com cuidade as respondi.
Gostaria de colocar a entrevista aqui, porque ela nao diz respeito apenas a AIESEC, mas sim sobre viagens e experiencias unicas. Espero que gostem!
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P: O que te motivou a viajar, pela primeira vez ? Que dúvidas tinha, como foi a sensação?
R: O que motivou mesmo a viajar foi a busca por aventura e liberdade. Tudo que eu curto (dos os filmes, livros, musicas ate os jogos de video game) sempre estao relacionados a estes dois temas, e eu sempre pensava: Por que nao fazer a mesma coisa (exceto pela parte de lutar com monstros e ganhar dinheiro depois de uma batalha)? Por que nao ir de pais em pais conversando com os locais, aprendendo novos costumes, levando uma vida simples e ver tudo com meus proprios olhos?
E antes de viajar eu estava muito feliz! Eu pensava enquanto estava no aeroporto e no aviao: “Caraca, nao e que eu vou me aventurar na Africa mesmo! Fera! Vou ver o mundo! E elefantes! E leoes! E sei la mais o que!”. Era uma sensacao de estar fazendo o que eu queria mesmo, de seguir meus sonhos. Estava em extase!
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P: O que te fez pensar que valeria a pena fazer ainda mais um intercâmbio?
R: Viajar e o que ha. E Viagem pra mim nao pode ser quantificada. Viagem e qualidade e experiencia de vida. Viagem para mim faz muito mais sentido se eu vivenciar o lugar. E normal pessoas em viagens estilo mochilao, ir para a Europa e em 30 dias visitar mais de 30 cidades e 15 paises. Eu fico pensando o que mais alem de construcoes e hostels caros eles realmente chegaram a ver nestes locais em menos de 24 horas. Enfim, eu gosto de andar, sentar, conversar, sentir, ler, meditar…e num intercambio eu posso passar um tempao numa regiao e aprender muito mais sobre tudo que acontece a minha volta.
(obs: nao perderei muito tempo com filosofias sobre viagem ou criticas a postura de alguns viajantes…)
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P: E agora, está valendo a pena? O que você acha que desenvolveu até agora? Como isso vai te ajudar daqui pra frente?
R: Vele muito a pena. Saber que eu de fato consigo me virar e me adaptar a situacoes tao distintas, que estando aqui eu sou capaz de muito mais que eu imaginava, faz um bem danado a auto-confianca. E alem de aprender um monte trabalhando, acho que num X confrontamos muito nossos medos, e se nos livramos do medo de errar ou de arriscar, vivemos muito mais.
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P: Comente alguma coisa inusitada que fez durante os X e que não poderia, provavelmente, ter feito por aqui.
R: Safaris, eski e snowboard de graca, aulas sobre cultura brasuca, ter amigos de tantos lugares do planeta, saber muito mais sobre a Africa, ser chamado de Mzungu, ter uma reuniao com um ministro do Sudao…
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P: Que conselhos você daria para quem pretende fazer dois exchanges seguidos?
R: Cuidado com sua bagagem. Voce vai precisar de espaco para presentes e lembrancas de volta. Entao deixem tenis, calca e camisetas veias pra tras! Nao se prendam a itens materias, ja que a viver um X vale muito, muito mais. Se nessa mudanca de pais, a vriacao de temperatura for enorme, separe uma grana no seu orcamento para roupas mais adequadas. Tenha facebook e nao deixe de falar com seus amigos do X anterior. Quando falamos de viagem, menos e mais. Va mais devagar e aproveite bem o lugar em que voce esta agora.
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P: Você pensa em voltar ao Brasil ou pertence ao mundo todo agora?
R: Penso sim em voltar para o Brasil. So que a diferenca agora e que eu sei que o mundo nao tem la muitas fronteiras (ta, vc precisa de visto e tal…mas eu quiz dizer no sentido figurado…acho que vcs entenderam!).
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P: O Brasil ainda é o melhor lugar do mundo para você?
R: E o lugar que eu mais me sinto em casa, onde moram minha familia e meus cachorros. Mas eu ainda nao vi e vivi o suficiente nesse mundo pra fazer uma afirmacao dessas!
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P: Como sua família e amigos se sentem com você distante a tanto tempo? Você mantém contato freqüente?
R: Nunca perguntei o que eles sentem. Mas eles sempre escrevem “saudades” nas mensagens. Espero que nao seja uma coisa automatica que vc escrever para alguem que esta fora a tanto tempo fora. Eu tento manter contato via web, e minha familia me liga uma vez por semana.
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P: Qual o maior diferencial que você acredita ter no seu curriculo agora com essas experiências de intercâmbio?
R: Flexibilidade e coragem para arriscar. Fica meio que implicito, pois eu fui pro Kenya e pro Cazaquistao. Imagino que alguem que veja um curriculo desses va pensar: ele e maluco, nao tem medo de muita coisa, e flexivel e provavelmente se adapta bem, e independente. E se for pensar tambem, as vezes vao me ligar para entrevista so pra saber o que eu estava pensando na hora de ir para esses lugares!
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P: Quantas linguas você já sabe falar?
R: Portugues e Ingles to bem! Espanhol, Italiano e Russo eu ainda estou no processo de aprendizado. Kiswahili e Frances eu sei muito pouco.
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P: Onde será o terceiro X? haha
R: Nao sei se tera terceiro X assim ligado direto com esse do Cazaquistao. Pois minha ideia agora e sair daqui, passar pelo Uzbequistao, Quirguistao, China (Karakoram Highway), Paquistao e India tudo por terra e voltar para o Brasil. Essa e a prioridade, e eu nao tenho dinheiro pra fazer um X e fazer uma viagem dessas ao mesmo tempo!
Mas eu nao descarto a possibilidade de mais um X nao! Ta em mente!
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Fabio, as saudades declaradas e as não declaradas ainda são muito verdadeiras!!!
bjs
Saudades!
Hahaha
Saudades sempre ne!