Não e muito comum as pessoas virem a Africa para tentar a sorte. Não e um continente rico, cheio de vagas de trabalho e outras oportunidades. E um lugar mais sofrido, difícil. As oportunidades existem para as grandes empresas, com grande capital, ou para as milhares de ONGs, sejam elas boas ou mas.
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Portanto quando encontramos pessoas de outros continentes, e muito comum vê-los em posições de destaque em multinacionais, trabalhando como funcionários ou oficiais de embaixadas e diretores e gerentes de diversas ONGs.
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Independente do motivo que os trouxeram ao continente negro, todas acabam tendo uma coisa em comum: elas vivem em uma bolha.
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Essa bolha nada mais e um mundo próprio que estes expatriados criaram, onde eles vivem num mundo ideal, com regalias, muito dinheiro e frequentando apenas eventos da alta sociedade.
Eles se fecham nesta bolha e não fazem a menor ideia do que acontece em volta. Ignoram o sofrimento do continente, a pobreza, dificuldades. Moram aqui, mas ao mesmo tempo não sabem o que e morar aqui.
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E muito comum ouvir destas pessoas que elas adoram o pais, ou uma cidade. Mas logico, para eles e fácil. Eles possuem casas enormes e luxuosas nos melhores bairros; possuem carros modernos, possuem motoristas; fazem viagens apenas de avião, ficam nos mais incríveis e caros hotéis; usam apenas roupas do continente europeu; dificilmente saem de seus incríveis bairros; raramente conhecem a comida tipica local, já que vão apenas aos restaurantes de comida italiana, japonesa e francesa.
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Eles vivem aqui muitas vezes há mais de três anos, quando não mais de 10. E mesmo assim qualquer trainee da Aiesec em 4 meses conhece muito mais o pais, as cidades, as pessoas, a cultura, os problemas, a comida e as formas de transporte que estes chamados expatriados.
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Eles fazem questão de frequentar apenas os melhores lugares, as melhores festas e adoram mostrar o quanto já viajaram pela Europa e o quanto tem de dinheiro. E muito comum ver ONGs esbanjando dinheiro, com pessoal com salários altíssimos, carros novos e mansões maravilhosas. Uma hipocrisia só.
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Obvio que existem as excessoes, mas eu ainda não as encontrei…
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Tenho orgulho em dizer que estou muito mais imerso na cultura local, que vivenciei muito mais que qualquer um deles, que minha experiencia sim e única. Se eu buscava experiencias e crescimento pessoal, afirmo que estou vivendo e aproveitando do jeito certo.
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Vivendo no luxo e fácil falar que o pais e maravilhoso e que esta apaixonado por essa terra. Difícil (mas não impossível) e falar o mesmo quando vivemos de olhos abertos.
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Sinto a mesma coisa em relação à Indonésia. Mas eu ainda acredito nas exceções e com elas quem sabe a gente não traz para esse mundo de desigualdade um pouco mais de esperança e perspectivas positivas?
Aliás, infelizmente, nem precisamos sair do Brasil, para perceber isso.
Great post rafiki, agreed 2 teh fullest
Thanks man!
People have artificial lives and artificial experiences! Money blind them!